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Lendas

por Comunicação

23/07/2013 14:01

 

Como o povo conta a história da cidade  que nasceu de uma promessa

Dois bandeirantes, em exploração das riquezas das Minas Gerais, acabaram por se perder no sertão desconhecido. Lugar inóspido, perdido em imensidão.
Cansados de caminhar, a pele ressequida pelo sol bravio, os pés calejados pelo chão sem fim, a roupa feita em farrapos pelos espinhos e galhos que impediam- lhes a passagem, lábios secos e corpos esgotados.
Totalmente desamparados, com fome e sede, constantemente atacados por insetos, e assustados pelo ruído de animais, por vezes desconhecidos, viam as forças lhes fugirem e pouca perspectiva de salvação.
Entrando em desespero,
amparados apenas um no outro, encontraram na fé o único elo de perseverança e lucidez.
Oraram por São José, santo que lhes era conhecido e querido. Pediram forças, vida.., e água.
Prometeram erigir uma cidade, se e onde encontrassem água.
Continuaram andando em meio às orações. De repente, depararam-se em uma clareira, e naquele local, uma bela lagoa de águas cristalinas.
Saciada a sede, ao olharem o espelho d’água, viram ali a imagem refletida do Santo em oração.
Era 19 de Março.
A promessa foi cumprida.
Nasce São José da Lagoa: arraial, distrito, cidade. Nasce Nova Era.

 

A história do Chapéu de Palha

Há muito tempo atrás, o povo de São José da Lagoa, perecia, pois uma crise econômica chegou à localidade.
Não havia dinheiro, não havia trabalho. Quase não havia o que comer.
O povo, mesmo assim, continuava fervoroso ao seu  santo padroeiro,  orando por graças e ajuda.
Um dia, apareceu  por aqui, um velhinho.
Ele ensinou, às pessoas, como fazer o chapéu de palha do chile, ou usando a planta indaiá.
A população tomou novo alento naquela produção simples. Porém elaborada, e que significava trabalho e engrandecimento para todos.
Alguns passaram a cultivar a planta têxtil, uns montaram a fábrica do chapéu de palha, outros se tornaram bons artesões.
O artesanato cresceu em fama e produção. O arraial ressurge e, novamente, se transforma em ponto estratégico de comércio.
Do velhinho ninguém soube o nome, de onde veio ou para onde foi.
Até hoje, muitos acreditam que ele era São José, que veio para ensinar o povo a trabalhar e, mais uma vez, socorrer seus devotos.

 

O estranho menino

Uma outra lenda tem como personagem principal a saudosa parteira Maria Joana que  morava na antiga rua dos Operários, hoje Mário Carvalho. Conta-se que, numa noite tenebrosa a parteira foi procurada por um marido aflito para atender sua esposa, lá pelas bandas do bairro do Armazém. Prestativa, como sempre, com suas pernas arqueadas, seguiu em direção à rua  Itabira, caminhando ao lado do solicitante. De repente, sem mais nem menos para espanto de ambos, surgiu  a figura de um menino, com trajes  escolares, que os foi seguindo, em silêncio, e a curta distância.

Apavorado, o homem abandonou  a parteira e se pôs a correr, de cabelos em pé, tamanho foi o seu medo, com a aparição inexplicável do estranho garoto. Por sua vez e naturalmente aflita, a parteira continuou a caminhar, seguida de perto pelo menino, que não dizia uma só palavra.
No entanto, ao chegar à casa do homem, que abandonara a sua companhia, virou-se ela para trás e não mais viu o menino, que lhe acompanhara, naquela noite escura e marcada, sem dúvida, por um grande mistério.

 

A mulher da saia de ferro

Outra lenda, lembrada  ainda por antigos moradores do bairro Manjahy, refere-se a uma misteriosa mulher da saia de ferro.
Conta-se que, nas noites da Quaresma, cheio de temor, os moradores ouviam estranhos gemidos e lamentos do estranho vulto, que doidejava pelas ruas e ladeiras, usando uma pesada corrente, que imobilizava os cativos/negros, nos sombrios porões coloniais.
Essa lenda foi passada  pela mãe-de-santo e carnavalesca Julieta Virgínia, conforme relato de seus antepassados.

Fonte: Almanaque Nova Era / março 2000



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